2 de setembro de 2015

UPE realiza cerimônia de posse da nova diretoria

    


   A União Paranaense dos Estudantes convida todas e todos para a posse da sua nova diretoria, responsável por conduzir a entidade no biênio de 2015-2017. Será realizada no dia 5 de setembro (sábado) as 10h da manhã no Casarão da UPE, em Curitiba.
   Na cerimônia, serão assumidas as 49 pastas da diretoria da entidade que representa 470 mil estudantes universitários do Paraná.
   A nova diretoria tem a frente o estudante de Jornalismo da PUC, Bruno Pacheco, eleito no 45º Congresso da UPE, pela chapa ”UPE na Luta por mais direitos”, que obteve 118 votos, representando 68% do total. As outras chapas inscritas, ‘’Unidade Popular’’ e ‘’Oposição de esquerda’’ receberam 25% (44 votos) e 7% (11 votos), respectivamente.


NA LINHA DE FRENTE A FAVOR DA EDUCAÇÃO


            Dada a situação da educação superior em nosso estado, todos e todas estudantes há muitos anos e, em especial nos últimos meses, nas greves e ocupações de reitoria, tem levantado a pauta que engloba a necessidade da ampliação dos investimentos em nossas universidades, da criação de recursos próprios para Assistência Estudantil, de um plano estadual de educação, e ainda, a reformulação dos processos seletivos como a adesão ao ENEM/SISU nas universidades estaduais, o término das obras atrasadas, a ampliação da democracia e da inserção dos estudantes nos processos decisórios, entre outras demandas.

            A UPE deve também, no próximo período, fortalecer a implementação do Plano Nacional de Educação – PNE -, com a garantia dos 10% do PIB, além dos debates acerca do Plano Estadual (PEE) e dos Planos Municipais (PMEs), garantindo que as metas dessas leis estejam alinhadas com as discussões dos movimentos educacionais.   


Diante dessa nova realidade da universidade brasileira, é necessário aumentar ainda mais os investimentos na educação para a consolidar a expansão, garantir a democratização dos espaços acadêmicos e ampliar as Políticas de Assistência e Permanência Estudantil, apontando a necessidade de R$ 2,5bi para o PNAES. Além disso as universidades privadas carecem de uma política de regulamentação, que garanta a qualidade, a transparência, que evite os aumentos abusivos de mensalidade e desnacionalização desse setor, para isso propomos a criação do INSAES (Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação do Ensino Superior).

Nas Universidades Estaduais a situação é caótica. Pela primeira vez na história, todas as 7 universidades do estado permaneceram simultaneamente em greve, fruto não só dos ataques aos direitos dos servidores/as públicos e dos professores/as, mas também pelo sucateamento dessas universidades, manifestada, sobretudo, pelo gigantesco corte de verbas imposto pelo governo estadual, que vem cada vez mais precarizando a educação, prejudicando diretamente as Políticas de Acesso e Permanência.


MOVIMENTO ESTUDANTIL


            Nessa situação, sentimos a necessidade de reinventar continuadamente as formas de organização do Movimento Social, para elevar a sua capacidade de estabelecer a luta dessa geração. Precisamos pensar novas formas de diálogo e aproximação com os estudantes que ainda não se organizam no Movimento Estudantil nas formas tradicionais do fazer movimento estudantil ou em coletivos políticos, trazendo-os para os espaços da União Paranaense dos Estudantes, criando um forte elo entre o movimento social e a sua base de representação.

CONTRA OS CORTES NA EDUCAÇÃO


       O Governo Beto Richa é uma das expressões mais fortes do neoliberalismo e anti-democracia ainda presente em parte da gestão pública brasileira. O Paraná está imerso numa crise política, institucional e econômica capitaneada pelo atual governo, fruto de uma gestão guiada pelo clientelismo e pela ausência de políticas voltadas ao investimento no desenvolvimento social e econômico do estado.

       O governo do Paraná encontrou a saída para a atual crise na penalização do povo através da implementação de medidas que inviabilizam a garantia dos direitos sociais e democráticos. Prova disso, foi o corte de cerca de 8 bilhões de reais do fundo “Paraná previdência”, ameaçando o direito de milhares de trabalhadores e trabalhadoras.


        Na educação o governo tem implementado cortes sucessivos desde 2009, gerando um quadro de sucateamento das universidades estaduais, responsáveis por impossibilitar a aplicação de políticas de permanência e acesso que garantam a democratização do acesso á educação superior. Soma-se a esse processo de sucateamento o ataque ao caráter público da universidade através da proposta de autonomia financeira prevista no Plano Estadual de Educação do Paraná, abrindo as portas para a cobrança de mensalidades e outras medidas privatizantes.


       Essa gestão da UPE vem com compromisso de Barrar os cortes do orçamento e garantir avanços no que tange à assistência estudantil e os projetos pesquisa e extensão da universidade.


UPE: UMA HISTÓRIA DE LUTA


            Próxima de completar 76 anos de existência, a UPE acredita hoje que somente por meio da construção da unidade entre os movimentos sociais e os estudantes paranaenses, que conseguiremos somar cada vez mais força para superar os obstáculos e avançar rumo à universidade pública, gratuita e de qualidade e por fim, construirmos, o nosso sonho de um país mais justo e igualitário.


A Redação

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