16 de setembro de 2015

A NOSSA HISTÓRIA É DE LUTA: UPE 76 ANOS

Por Cezar Martielo

  
   Com o compromisso de direcionar o debate político sobre questões da educação, servindo de polo aglutinador das lutas estudantis, e com a incumbência de fortalecer e ampliar a rede do movimento. No dia 16 de setembro de 1939 foi fundada a U.E.E. (União Estadual dos Estudantes) do Paraná, posteriormente conhecida como UPE.


      Sendo a entidade estadual estudantil mais antiga do País, era também a entidade mais estruturada, travando em seu histórico lutas grandiosas, como a campanha “O petróleo é nosso”, na década de 50. Promovendo debates, palestras e publicações sobre o tema, utilizava-se também de seus veículos de comunicação presentes na época, a revista “Paraná Universitário” e do “Jornal Flâmula”. 



GOLPE MILITAR

Nos primeiros anos de ditadura (64 até 68) a UPE conseguiu resistir às restrições impostas pelo regime, que cada vez mais ia limitando a atividade da entidade, aumentando as críticas, protestos, manifestações e passeatas na rotina estudantil.



   
    

  Quando no dia primeiro de abril de 1968, foi lançado o Ato Institucional nº 4, que dentre outras medidas arbitrárias decretava a extinção da UNE e das demais entidades estaduais de estudantes.
    Com isso, no dia 14 de junho de 1968 o Ministério Público Federal, moveu uma ação de dissolução e liquidação da sociedade da UPE, com a justificativa de que a entidade havia contraído dívidas, com fornecedores e ex-funcionários.
No processo de dissolução de mais de 600 páginas, ficou determinado que todo o patrimônio, após liquidar as pendências, seria repassado para a Universidade Federal do Paraná (UFPR). 
Dentre os bens confiscados estavam biblioteca com mais de dois mil livros, gráfica padrão regular, laboratórios de fotografia e atendimento médico odontológico, restaurante, automóveis e caminhões, trator, telefones, oficina mecânica, máquinas, móveis e outros pertences, além de uma granja. Só restou sua sede, o “Casarão da UPE”, revertido para o estado.
  
OPERAÇÃO "PENTE FINO" : Perseguiu e prendeu Ex-dirigentes
dos movimentos estudantis.





Junto com este processo de dissolução, foi promovida uma ação de perseguição e apreensão de dirigentes da UPE.








   
    Com a perseguição política, a entidade permaneceu desativada até outubro de 1980, quando foi reconstruída em Congresso Estadual unitário na cidade de Londrina, tendo conquistado sua legalidade com a queda do regime militar. Foi então que o presidente Sarney sancionou a lei de autoria do deputado federal Aldo Arantes, ex-presidente da União Nacional dos Estudantes, que reconheceu oficialmente as organizações estudantis, pondo-as na legalidade.

Após a UPE retornar a sua vitalidade, em dezembro de 1983, em um ato do Governador José Richa ex-presidente da UPE – a antiga sede foi devolvida aos estudantes em regime de comodato.




No período de Redemocratização do Brasil, em 1984 com o fim da Ditadura Militar, a rede do movimento estudantil, sai desse processo bastante fragilizada, perdendo um pouco da sua força e do seu espaço. Com o passar dos anos, viemos nos organizando e nos reinventando.


FRAGMENTOS DE HISTÓRIA

De data e origem desconhecida, esta composição de chapa de D.C.E. é um dos documentos mais antigos dos arquivos da UPE








 CHAMADA
 DO 24º
 CONGRESSO 
DA 
UPE





POR UMA
UNIVERSIDADE
CRÍTICA











SEMINÁRIO
SOBRE POLÍTICA
EDUCACIONAL

(A UPE conseguindo levar debates no estado mesmo sobre Regime Militar.)







TERRA ROXA
Edições do Jornal produzido pelo DCE da UEL em 1973




































CUCA DA UNE



REGISTROS DA NOSSA LUTA



















"Enfrentamos hoje grandes batalhas que podem mudar a vida de muitos brasileiros, em especial da juventude, esses debates estão presentes no cotidiano da universidade e dos estudantes, e a tarefa de mudar o Brasil sempre foi delegada a juventude por natureza, é nosso papel estar presente na luta pela democracia e pelos avanços do nosso País!"












Monumento é em homenagem aos líderes estudantis Antônio dos Três Reis de Oliveira e José Idésio Brianezzi


Fonte:
Biblioteca Pública do Paraná
Casa da Memória de Curitiba

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