12 de agosto de 2015

Para resgatar a memória, por mais esperança e revoluções


A União Paranaense dos Estudantes acredita que é necessário que se conheça sua história para seguir avançando. Seguindo essa linha, prioriza o resgate e a criação de um acervo da UPE, constituído por imagens históricas, declarações, atas, cartas, depoimentos de seus membros históricos e histórias do movimento estudantil.

         
Rafael Azevedo, estudante de Ciência Política da Uninter e bolsista do Núcleo de Pesquisa e Prática de Ciência Política da mesma instituição, que assume a Diretoria de Memória da UPE, acredita que o movimento estudantil precisa conhecer seu passado, resgatá-lo significa fazer justiça a quem ajudou a erguer esse movimento, a todos que foram reprimidos na época da ditadura militar, a aqueles que deram suas vidas acreditando no bem comum. Resgatar a memória da entidade não é apenas uma ação de gestão e sim uma obrigação contínua que precisa ter o maior respeito e cuidado. “Se abre uma porta nova após o resgate, pois a criação do acervo permite que sejam feitas pesquisas, debates, que se fomente a academia e leve novos jovens a se interessarem pelo movimento. "É dever da gestão, principalmente, manter o brilho no olhar do estudante, relembrando seus atos históricos e dando um norte, de esperança e revolução” afirmou o novo diretor.

           Como primeiro ato da pasta, foi criada a campanha “Ajude a resgatar a memória da UPE”, que solicita a sociedade civil que revire suas memórias, enviando fotos, documentos, vídeos, histórias sobre a entidade e o movimento estudantil para assim ser criado o acervo dos estudantes (com possibilidades de criação de livros, exposições, documentários, etc.), todo material pode ser enviado para o e-mail memoriaupe@gmail.com ou caso ocorra dificuldade para o envio, pode ser requisitado no próprio para a diretoria tirar cópia, tomar declarações ou qualquer outra ajuda possível.

 Fragmentos De História:

 Doado em 1941 por Benjamim Lins, Professor da
 Universidade Federal do Paraná para a
União Paranaense dos Estudantes, a sede só
se tornou posse da UPE em 1958, logo após foi
tomado pela Ditadura Militar.
 
 Obra pintada em 1962, ainda se encontra preservada
no terceiro andar do prédio.


 No terceiro piso, ainda abriga mais história.
Onde hoje é um sótão, antigamente no período de 
Regime Militar funcionava uma gráfica, que imprimia
clandestinamente panfletos contra a Ditadura.


Hoje em Dia, após acordo com a Prefeitura Municipal,
O casarão é sede da União Paranaense Dos Estudantes
compartilhada com a Fundação Cultural de Curitiba. 

Fotos: Cezar Martielo

A Redação.

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