4 de março de 2015

ESTUDANTES DA UEPG ANALISAM SITUAÇÃO DAS UNIVERSIDADES ESTADUAIS E DEFLAGRAM GREVE

Caloura de direito pede para que os alunos veteranos conscientizem os novos alunos sobre a situação da educação no Paraná - Foto: Angelo Rocha


Decidida em Assembleia Geral dos Estudantes, a greve estudantil foi oficializada por deliberação também também do Conselho de Entidades de Base (CEB). A reunião ocorreu na tarde desta segunda-feira, dia 02, no Centro de Convivência da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), no Campus de Uvaranas.


A assembleia teve início com um esclarecimento sobre as mobilizações, no qual foram citados os cortes de verbas da educação desde o início do governo de Beto Richa (PSDB).
A questão do fundo previdenciário dos professores também foi abordada.  Segundo Leonardo Godoy, estudante do segundo ano em Licenciatura em Biologia, esse é um dos temas que “mantêm a greve”. Ele ainda ressalta que “todas as universidades estaduais estão mobilizadas”.

Joel de Oliveira, membro do comando de greve e integrante do Sindicato de Professores e Técnicos da UEPG (SINTESPO), destacou a “retirada de direitos adquiridos” e completou que “em direito adquirido não cabe negociação”.  

A professora Dalva, que leciona há 20 anos, conclamou aos estudantes para saíram de suas casas e participarem do movimento, fazendo menos “greve de facebook”.

O segundo tópico da reunião debateu o projeto de autonomia universitária. Franciele Moretto, bacharel em Direito e estudante de Pedagogia, salientou que, com ele, “estamos dando todo poder ao reitor”. Marcio Fraga, estudante da Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO), em Guarapuava, disse que o projeto de autonomia universitária significa “enforcamento” da educação.

Demandas estudantis também foram tema de debate na assembleia. A partir das demandas, um documento foi elaborado pelos estudantes contendo solicitações como:

- suspensão do calendário letivo;
- saída do reitor da Comissão de debate da autonomia universitária;
- revitalização da Casa do Estudante Pontagrossense e criação da Casa do Estudante da UEPG; e
- criação de um projeto de assistência estudantil, entre outros.

A deflagração da greve dos acadêmicos, decidida na assembleia, também é item do documento que será entregue à reitoria na quarta-feira, dia 04, às 14h.  Um comando de greve estudantil foi criado e funcionará de maneira unificada com o comando de greve dos servidores.

Será estipulado um prazo para que sejam cumpridas as exigências do documento, algumas delas oriundas da época de campanha para reitor. Caso não ocorra o cumprimento das reivindicações, outras ações serão realizadas pelos acadêmicos.

Para os estudantes, a decisão de greve é uma maneira mais ativa de apoiar os servidores públicos: “deflagrar greve nos coloca posicionados”.

Por Bruna Camargo para o Portal Comunitário

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