5 de setembro de 2012

Servidores técnicos iniciam greve na Unioeste

Sindicatos se reúnem em Curitiba com secretários e reitores, às 16 horas, na tentativa de fechar um acordo.
 
Servidores universitários, professores das estaduais, entidades estudantis pressionam Beto Richa.

Cascavel (04 de setembro) – Os servidores técnicos da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) iniciaram nesta terça-feira (04) uma greve por tempo indeterminado nos cinco campi da instituição. Os agentes universitários reivindicam a reformulação da estrutura do PCCS (Plano de Cargos Carreiras e Salários) e o pagamento da tabela de reajuste salarial para o mês de outubro deste ano.  


As negociações com o governo iniciaram há cerca de um ano e meio e, até então, os servidores não obtiveram nenhuma garantia da implantação dos pontos de pauta, o que motivou a aprovação da greve em assembleia do Sinteoeste (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos do Ensino Superior do Oeste do Paraná), realizada na última sexta-feira, 30 de agosto.

Com a greve dos técnicos, todos os trabalhos administrativos da universidade foram suspensos, incluindo os serviços de protocolo, documentações, secretarias, reitoria e da biblioteca. No primeiro dia de paralisação, os servidores recepcionaram os estudantes com uma panfletagem expondo os motivos da aprovação da greve e depois se concentraram no miniauditório do campus de Cascavel para discutir estratégias do movimento grevista.  

Por decisão conjunta entre a direção do Sinteoeste e o comando de greve, os portões e as salas de aulas foram abertas.  “Haverá um período específico onde o servidores técnicos abrirão as salas, o que não deve prejudicar as aulas neste primeiro momento, porém outros serviços aos acadêmicos devem ser prejudicados. Também estão sendo mantidos os serviços especiais da área de saúde, como as clínicas e do HUOP (Hospital Universitário do Oeste do Paraná)”, explica o servidor Alexandre Mendes dos Reis, do comando de greve do campus de Cascavel.

No dia 11 de setembro, o movimento grevista da Unioeste se unificará com as demais universidades, que precisaram reaprovar o indicativo de greve e decidir pela paralisação geral a partir da próxima semana.

Negociação

Na tarde desta terça-feira (04), a partir das 16 horas, representantes do Sinteoeste e dos demais sindicatos das IEES (Sinteemar, Sintesu, Sintespo e Assuel) se reúnem novamente com os secretários da SETI (Secretaria de Tecnologia e Ensino Superior) e SEAP (Secretaria de Administração e Previdência) na tentativa de fechar um acordo para apresentação da minuta da lei do PCCS e do pagamento da tabela para outubro deste ano.

Essa nova rodada de negociação incluíra os reitores das universidades públicas paranaenses que foram convocados para participar da reunião na sede da SETI, em Curitiba. “Nossa intenção é sair desta reunião com um acordo firmado. Neste momento o ponto de pauta é a apresentação da minuta da lei e da implantação da tabela para o mês de outubro, como acordado no dia 9 de agosto pelo próprio Governo do Estado”, afirma a professora Francis Guimarães Nogueira, presidente do Sinteoeste.


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