17 de maio de 2012

UNE E UPE apoiam paralisação nacional por melhores salários para professores




O dia começou com as aulas em universidades federais de todo o Brasil paralisadas. O motivo é uma greve nacional por tempo indeterminado, anunciada no último sábado, 12, pelos professores das Instituições Federais de Ensino superior (Ifes) que reivindicam aumento do piso salarial para o valor de R$ 2.329,35.
Instituições de estados como Amazonas, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco e Sergipe com aulas paralisadas aderiram à paralisação e, de acordo com a Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes), alguns institutos federais podem iniciar uma paralisação a partir da segunda-feira (21).
Os professores também querem a valorização e melhoria das condições de trabalho dos docentes nas Universidades e Institutos Federais e atendimento das reivindicações específicas de cada instituição, a partir das pautas de elaboradas localmente. 

EM DEFESA DA EDUCAÇÃO, UNE APOIA GREVE
A União Nacional dos Estudantes apoia a greve dos Ifes e entende que a valorização dos professores das universidades federais é um dos pontos cruciais da luta pela defesa de uma educação pública e de qualidade para todos os estudantes brasileiros.
Atualmente, a entidade tem como principal bandeira de luta a destinação de maiores investimentos para a educação, como 10% do PIB e 50% do fundo social do pré-sal e dos Royalties para o setor da educação. “Para nós essa é uma luta unificada. Acabamos de percorrer com a Caravana UNE Brasil+10  universidades federais em 12 estados do país e nos deparamos, em muitos momentos, com uma realidade bastante difícil”, afirmou o presidente da UNE, Daniel Iliescu.
Para a diretora de Universidades Públicas da entidade, Carina Vitral, o corte no orçamento anunciado pelo governo no início do ano deixa as universidades em uma situação bastante difícil: “As universidades federais passaram por um processo importante de expansão, o REUNI, um passo importante pra dar um novo fôlego a essas instituições, mas os recentes cortes no orçamento resultaram em falta de professores nos novos cursos e campis, problemas de infraestrutura, entre outras coisas. Essa não é a universidade que queremos”, disse.
Não há previsão para o término da greve. Hoje foi instalado o Comando Nacional de Greve na sede do Sindicato Nacional, em Brasília e assembleias locais permanentes e constituídos os comandos locais de greve (CLG).
Camila Hungria / foto: divulgação
Redação

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