25 de maio de 2012

GREVE DOS PROFESSORES DAS FEDERAIS SE INTENSIFICA


Ao todo, 43 instituições estão com aulas paralisadas

Na última quinta-feira (17), professores de universidades federais de todo país deflagraram greve por tempo indeterminado. De lá pra cá, quarenta e três instituições já aderiram ao movimento grevista, reivindicando a reestruturação da carreira – prevista no acordo firmado em 2011 com o governo federal, além da valorização e melhoria das condições de trabalho nas universidades do país.

Atualmente, estão em greve instituições dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Maranhão, Alagoas, Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia, Minas Gerais, Brasília, Mato Grosso,  Paraná e Rio Grande do Sul.
Para a diretora de Universidades Públicas da UNE, Carina Vitral, o movimento dos professores merece todo apoio da entidade.  ‘’Essa greve surge num período em que as universidades federais passam por vários problemas de estrutura devido à diversas ampliações realizadas, portanto é importante pressionar o governo por mais investimentos na educação”, disse.
Segundo o presidente da UNE, Daniel Iliescu, presente na reunião, mais assembleias estão sendo preparadas. ‘’Estamos fazendo mobilizações para que no dia 01 de junho, haja uma reunião executiva da entidade para a discussão de assuntos como o CONEG, RIO+20, Cúpula dos Povos e claro, a greve dos professores federais’’, contou.
Hoje, a entidade tem como principal bandeira de luta a destinação de maiores investimentos para a educação, como 10% do PIB e 50% do fundo social do pré-sal e dos Royalties para o setor da educação. “Somente com a luta pela aprovação de um plano nacional de educação a altura dos desafios do Brasil, poderemos avançar nesse quesito’’, declarou.
Até o momento não há previsão para o fim da greve, já que o governo ainda não apresentou nenhum tipo de proposta.
Para Iliescu, torna-se fundamental agregar ao debate do movimento grevista o projeto da universidade que queremos construir. ‘’A UNE apóia a greve e é solidária à luta dos professores por um plano de carreira e por melhores salários, ao passo que  o movimento passa a ser importante também para conseguirmos mais qualidade e eficiência ao processo de reestruturação e expansão das universidades, com a valorização do professor, mais recursos pra assistência estudantil e ampliação das bolsas de pesquisa e extensão’’, finalizou.
Renata Bars

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