15 de março de 2012

ATO PELA EDUCAÇÃO REUNE MILHARES DE TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO PARANAENSE E ESTUDANTES

Aproximadamente 6 mil professores estaduais e da rede municipal de Curitiba, e muitos estudantes se reuniram nesta manhã na Praça Santos Andrade para pedir reajuste salarial, e por mais investimentos na Educação. Os servidores municipais estão em greve desde ontem (14) e o professores estaduais fazem hoje um dia de paralisação dentro do movimento nacional da categoria.


Mesmo debaixo de muita chuva, diretoria da UPE e da UPES lutando pela educação! Na foto Deputado Estadual Professor Lemos (PT)


Para a União Paranaense dos Estudantes (UPE) e União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES) as reivindicações são legítimas e por isso as entidades do movimento estudantil se uniram à causa da Educação Paranaense neste  grande Ato Histórico dos educadores de Curitiba e de todo o Paraná.

A concentração foi na  Praça Santos Andrade e seguiu em passeata até o Centro Cívico. Os professores municipais realizaram um protesto em frente à prefeitura, enquanto os estaduais seguiram em passeata até o Palácio das Araucárias, sede do governo.

Na rede estadual, cerca de 1,3 milhão de alunos ficaram sem aulas nesta quinta-feira (15) por causa da paralisação dos professores. A suspensão das atividades nas escolas do Paraná ocorreu somente nesta quinta, diferentemente de outros estados em que a paralisação começou na quarta-feira (14) e estenderá até a sexta-feira (16).

Os trabalhadores em educação participam da mobilização que ocorre em todo o país convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), em defesa da correta aplicação da Lei do Piso, do investimento de 10% do Produto Interno Bruto na educação e na luta por melhorias na carreira dos educadores.


Municipais
Os professores da rede municipal estão em greve desde ontem. Em assembleia realizada na Praça Nossa Senhora de Salete na noite desta quarta-feira, eles recusaram a proposta da prefeitura e mantêm a greve em Curitiba.

Segundo Rafael Furtado, integrante do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal (Sismmac), a orientação aos pais é de que não mandem seus filhos para a escola, já que os professores não estarão em sala de aula.

No primeiro dia de greve, cerca de 80% das escolas municipais da cidade estavam fechadas. Ainda não foi divulgado um balanço desta quinta-feira. Os servidores reivindicam reajuste salarial de 20%, melhoria nas condições de trabalho e implantação dos 33,33% de hora-atividade. Atualmente, o vencimento básico do docente da rede pública do município é de R$ 1.199,90 por 20 horas semanais e R$ 2.399,80 por 40 horas semanais.

Segundo a prefeitura, não será feita uma nova proposta. “Fizemos um esforço reconhecido por todos para dar o reajuste de 10%. Acho que nenhuma prefeitura de capital do Brasil tenha dado reajuste desse porte”, disse o prefeito Luciano Ducci.

ENCAMINHAMENTOS
 O vice-governador e secretário da Educação, Flávio Arns (PSDB), se comprometeu hoje a apresentar uma proposta aos professores da rede de ensino estadual até o próximo dia 27 de março.A Comissão recebida pelo Governo, levou à mesa nesta tarde às seguintes reivindicações: implantação de um terço da jornada dos professores como hora-atividade; aplicação do novo valor do Piso Nacional do Magistério (que teve um reajuste de 22,22%).

 O Paraná está 18,67% abaixo do PSPN; reajuste de 14,13% para funcionários de escolas; implantação de um novo sistema de atendimento à saúde, em substituição ao atual modelo do Estado, o SAS e, por fim, a destinação de no mínimo 10% do Produto Interno Bruto (PIB) – que é a soma de toda riqueza produzida no país – para o setor.

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