5 de dezembro de 2011

UPE, UPES e diversas entidades ocupam a Assembléia Legislativa do Paraná na luta contra a privatização da Saúde

Em um mês em que a União Nacional dos Estudantes mobiliza-se no #OcupeBrasília em defesa de bandeiras nacionais do movimento estudantil como 10% do PIB para Educação, 50% do Fundo Social do Pré Sal para Educação e a Garantia da Meia Entrada, nesta tarde (5) a União Paranaense dos Estudantes, a União Paranaense dos Estudantes Secundaristas, a Central dos Trabalhadores do Brasil e diversas outras entidades do  movimento social paranaense ocuparam a Assembléia Legislativa do Estado do Paraná (ALEP), em prol da sáude pública do estado que pretende ser privatizada. 






A última ocupação estudantil na ALEP, foi há cerca de 10 anos atrás, quando as entidades do movimento estudantil paranaense garantiram que a COPEL (Companhia Paranaense de Energia) não fosse privatizada, hoje a luta dos estudantes e trabalhadores são para a defesa da não privatização de alguns serviços públicos da saúde que seriam administrados pelas Oss (Organizações Sociais


Foram aproximadamente 300 integrantes que invadiram o plenário da Assembleia Legislativa na tarde de hoje e impediram a votação de um projeto de lei que autoriza o Executivo a repassar para Organizações Sociais (OS) a gestão de alguns serviços que hoje são de responsabilidade do Estado. O presidente da Assembleia, Valdir Rossoni (PSDB), esperava retomar a votação por volta das 21 horas. "Temos procurado manter o diálogo, vamos aguardar e esperamos que o bom senso prevaleça", disse.

A UPE entende que o projeto facilitaria a privatização e pedem que haja uma discussão com a sociedade. Em razão das manifestações nas galerias durante os discursos dos deputados, a sessão chegou a ser suspensa algumas vezes, antes de haver uma tentativa de invasão do plenário pelo comitê de imprensa, que fica nos fundos, pouco antes das 17 horas. Impedidos pelos seguranças, os manifestantes conseguiram promover a invasão pelas portas laterais.
Na manhã de hoje, o governador Beto Richa (PSDB) havia defendido o projeto das OS como uma forma de suprir a necessidade de funcionários em alguns órgãos. "As vantagens são inúmeras, as organizações são sem fins lucrativos, vão estar sob a fiscalização ou acompanhamento do Estado, terão metas e estão sujeitas à Lei de Responsabilidade Fiscal, à fiscalização e à aprovação das contas por parte do Tribunal de Contas do Estado", argumentou.
Ele citou como exemplo o Hospital de Reabilitação. "Já foi há anos inaugurado e não funciona", disse. "Parece que estão fazendo barulho, até pela maneira exagerada e radical que tem tratado esse assunto, muito mais para gerar desgaste político do que preocupado com a qualidade do serviço". 
Richa ainda citou que a orquestra sinfônica e a administração do Museu Oscar Niemeyer, servicos da Cultura, são serviços que poderiam ser assumidos pelas OS. A deputada Luciana Rafagnin, líder do PT, disse que o projeto precisa ser discutido com a sociedade, por meio de audiências públicas. "Está bem claro que é um projeto que busca a terceirização e aponta o caminho para a privatização. É a volta do neoliberalismo no nosso Estado", afirmou.
MANOBRA NEOLIBERAL
Para tentar impedir que a grande manifestação dos estudantes e dos movimentos sociais rasgassem a ordem do dia na Assembléia Legislativa e impossibilitassem a votação do projeto, os deputados estaduais mudaram o local da sessão plenária. Depois de a sessão ser suspensa, o presidente da Casa, Valdir Rossoni (PSDB), decidiu retomar a votação no "plenarinho" da Assembleia, em sessão fechada.nCerca de 50 policiais à paisana, além de outros 20 seguranças, bloqueavam as duas entradas do local, que permaneceram fechadas inclusive para a imprensa.


Para Rafael Bogoni, presidente da UPE a manifestação não para por ai, os estudantes e os movimentos sociais não se claram diante de tamanha repressão do governo estadual 
‎" Mesmo depois de os estudantes levarem cassetadas, choques, e saírem da ALEP devido a presença de cerca de 50 policiais a paisana, sem farda, pra reprimir e colocar os estudantes pra fora, a votação será realizada de forma atropelada pelos deputados. Mas não vamos esmorecer, vamos nos movimentar e continuar a luta" disse Bogoni

# Redes Sociais