13 de dezembro de 2011

DCE da UEPG manifesta-se #ContraaPrivatização da Saúde Paranaense

 O Diretório Central dos Estudantes (DCE) e o Diretório Acadêmico Livre de História (DALHIS) realizaram ontem (12) manifestação contra a terceirização da saúde pública paranaense via Organizações Sociais (OSs).


A manifestação saiu da sede do DCE, em frente ao campus central da universidade, e foi até o Calçadão da Cel. Cláudio. Os estudantes levaram um caixão, faixas e distribuíram panfletos explicativos para a população.
Para Cesar Saad, coordenador geral do DCE, o ato foi positivo porque chamou a atenção da sociedade. “No período de férias é impossível mobilizar muitos estudantes. O objetivo, portanto, era fazer algo simples e de destaque. Nós conseguimos conversar com as pessoas e isso é importante”, diz.
Um fiscal da prefeitura alegou que os estudantes não podem se manifestar no Calçadão sem pedir autorização da Autarquia Municipal de Trânsito e Traansporte. Devido a isso a mobiloização foi transferida para o Ponto Azul.
Ato #ContraaPrivatização
No último dia 05, a União Paranaense dos Estudantes e a União Paranaense dos Estudantes Secundaristas protagonizaram uma grande ocupação da Assembléia Legislativa que impossibilitou a votação do projeto de lei.

O PROJETO
O então candidato ao governo do estado, Beto Richa (PSDB), prometeu durante a campanha eleitoral de 2010 não privatizar ou terceirizar nenhum serviço público do Paraná caso fosse eleito.
Agora, como governador, Richa enviou para a Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) um projeto que permite a transferência da gestão de hospitais do Estado para Organizações Sociais (OSs). Ou seja, para o setor privado.
Aprovação:
O projeto foi aprovado na calada da noite. Os deputados se esconderam dos trabalhadores e estudantes que protestavam e disseram ‘sim’ a terceirização da saúde.
Também não houve nenhum tipo de discussão com a sociedade. Nenhuma audiência pública foi feita. O governador Beto Richa afirma que discutir isso com o povo é perder tempo.
OSs:
As Organizações Sociais que irão gerir os hospitais paranaenses usarão o dinheiro dos impostos, mas podem para fazer o que quiserem com a verba, pois ficam livres das normas que regulam as despesas realizadas com dinheiro público.
Não há nada que especifique a concessão de OSs, portanto o governo pode indicar, por exemplo, seus colegas empresários para gerir nosso dinheiro da maneira que bem entenderem.
Além disso, não há concurso público para contratação de funcionários. Por fim, a compra de equipamentos por OSs é feita com dinheiro público, mas sem licitação.
Ou seja
Leitos de hospitais e outras estruturas serão cedidos para empresas privadas apenas para gerar lucro e prejudicar o já precário atendimento aos usuários do SUS.

POR Mozart Artmann Comunica UPE

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