29 de julho de 2011

UNE, UBES e agora UPE e UPES fazem parte do Comitê Estadual em Apoio ao Estado da Palestina Já

A União Nacional dos Estudantes, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, diversas entidades dos movimentos sociais de todo o Brasil, Ong's e até centrais sindicais,  fazem parte de um Comitê Nacional em apoio ao Estado da Palestina.
Buscando a cada dia participar das discussões de viés internacional a UPE, UPES, o CEBRAPAZ - PR,  APP Sindicato e diversos setores dos movimentos sociais do Paraná, iniciaram o debate sobre o tema no Estado. O Comitê Estadual de apoio à causa palestina, já idealiza atividades para esses dois meses de Campanha antes da decisão da ONU que definirá a questão, a UPE pretende levar o tema à discussão nos Centros Acadêmicos e Diretórios Centrais de Estudantes do Estado.


Estado da Palestina Já!

Efetivamente, a Palestina já é reconhecida política e moralmente por mais de cem países. Até mesmo o Reino Unido e a França, entre outras nações europeias, já promoveram a classificação da Delegação Geral Palestina a “embaixadas e missões diplomáticas”, um status que normalmente é reservado a Estados.

A Palestina também foi admitida nas organizações da ONU, com exceção da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e da Organização Mundial de Saúde (OMS). E o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em pronunciamento feito em maio deste ano, foi obrigado a admitir a criação do Estado palestino com as fronteiras de 1967.


O povo palestino, suas instituições oficiais, partidos e organizações político-sociais também são amplamente reconhecidos pelos povos irmãos e por organizações de solidariedade em todo o mundo. A sua causa recebe amplo apoio e desencadeia ações de massas com caráter internacionalista.

Até setembro, o debate sobre a criação do Estado da Palestina tende a influenciar a conjuntura internacional e dividir campos.

O governo direitista de Israel já está realizando furibunda campanha contra a reivindicação da ANP. O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, comparou a eventual decisão da ONU em favor dos palestinos a um “tsunami”. O novo embaixador de Israel na ONU, Ron Prosor, informou à imprensa israelense que o reconhecimento da Palestina por parte da ONU “levaria à violência e à guerra”.

Tais despautérios são reveladores de que o Estado sionista israelense procura agir preventivamente, por temer que o êxito palestino desencadeie ações no seio da própria comunidade internacional, condenando Israel pelos crimes de lesa-humanidade praticados e por violar a legislação internacional. A partir do momento do reconhecimento do Estado da Palestina, toda a ação expansionista e neocolonialista de Israel ficaria fora da lei. Suas ações na Palestina ficariam juridicamente caracterizadas como ações criminosas em um Estado ocupado reconhecido pela ONU.

A posição israelense é respaldada pelo imperialismo estadunidense. Embora admitindo a criação do Estado palestino, Obama reprova o “unilateralismo” da ANP e está desenvolvendo ação diplomática no sentido de impedir o reconhecimento pela ONU. Não cabem dúvidas de que os Estados Unidos vetarão a proposta quando for ao exame do Conselho de Segurança. O compromisso maior dos Estados Unidos, como potência imperialista, independentemente do ocupante de turno da Casa Branca, é com o Estado israelense. Já se tornou um mantra das administrações estadunidenses, sejam democratas ou republicanas, defender com prioridade a “segurança de Israel”. A secretária de Estado da administração atual tem ligação visceral com a causa sionista e defende com histrionismo o “direito de Israel a se defender”.

As pressões sobre os palestinos são fortíssimas. Em junho, o Senado dos Estados Unidos aprovou uma resolução ameaçando suspender o auxílio à ANP, caso esta persista na sua iniciativa junto à ONU. Por seu turno, Susan Rice, a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, chantageou a própria organização multilateral, ao advertir que “não existe maior ameaça” à continuidade do financiamento estadunidense da ONU “do que a perspectiva de que um Estado palestino seja aprovado pelos países membros da organização”.

Reiteramos que o reconhecimento do Estado da Palestina pela ONU é a reparação de uma profunda injustiça e a correção de um erro histórico. Em 1947, a Organização das Nações Unidas (ONU) criou o Plano de Partilha da Palestina, que resultou na criação do Estado de Israel. Essa iniciativa abriu caminho para uma tragédia cotidiana para o povo palestino. Mais de 500 vilas e comunidades palestinas foram destruídas. Milhares foram presos, torturados e assassinados. Palestinos foram expulsos de suas casas e de centenas de cidades. Cerca de 4,5 milhões de refugiados palestinos vivem hoje pelo mundo, sendo que a maioria destes se encontra nas fronteiras da Palestina ocupada, e o Estado de Israel segue negando o direito de retorno para todos.

A ocupação militar israelense, com o apoio do imperialismo norte-americano, avançou e conquistou novos territórios, em Gaza, Cisjordânia, Jerusalém e até mesmo nas terras sírias das Colinas de Golã e no Sul do Líbano.

Caberá a ONU, com base no direito internacional e em suas próprias resoluções, (em especial a 181, de 1947, que reconhece o Estado da Palestina) ratificar e admitir o Estado da Palestina como membro pleno da organização.

Veja na Integra o Manifesto das Entidades Estudantis e da Sociedade Brasileira em apoio à causa.

O Povo Palestino Tem o Direito de Ter o seu Próprio Estado,
Livre, Democrático e Soberano! Estado da Palestina Já!

Enquanto o povo palestino vem insistindo por uma paz justa para o conflito, os sucessivos governos israelenses continuam não cumprindo as inúmeras resoluções da ONU, negando-se a negociar a paz com a retirada de suas tropas dos territórios palestinos ocupados.
Além disso, prosseguem na construção de assentamentos israelenses em territórios palestinos. Mantêm nos cárceres mais de oito mil presos políticos, reprimindo violentamente as manifestações pacíficas de palestinos e israelenses que defendem a criação do Estado da Palestina. Seguem com a construção do muro do apartheid ou muro da vergonha – que foi declarado ilegal pelo Tribunal Internacional de Justiça – um muro que hoje já tem cerca de 750 km de extensão, e que proíbe a livre circulação de pessoas e produtos entre as cidades e vilas palestinas e confisca vastas áreas agrícolas dos palestinos.
Em setembro deste ano, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), reconhecida internacionalmente como única e legítima representante do povo palestino, irá solicitar da ONU a aprovação do Estado da Palestina como membro pleno desta organização, tendo como fronteiras as linhas de 1967 e compreendendo a Faixa de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental como Capital.
Caberá a ONU, com base no direito internacional e em suas próprias
resoluções, (em especial a 181, de 1947, que reconhece o Estado da
Palestina) ratificar e admitir o Estado da Palestina como membro pleno.
Uma paz justa e duradoura pressupõe a criação, de fato, do Estado da Palestina, e a inclusão deste como membro pleno da ONU, com todos os direitos e deveres que tal decisão implica. O reconhecimento de um Estado palestino soberano, baseado no fim da ocupação, na erradicação dos assentamentos e na solução do problema do retorno dos refugiados e de Jerusalém, de acordo com as próprias resoluções da ONU, atende aos interesses fundamentais dos povos da região.
Apoiaremos as mobilizações populares dos palestinos que lutam contra o governo antidemocrático de Israel. Nós, militantes de organizações representativas do povo brasileiro, afirmamos: apoiar o povo palestino é apoiar todos os povos em sua caminhada de paz, justiça e liberdade!

Ouçam as vozes do povo brasileiro: Estado da Palestina Já!
São Paulo, 25 de julho de 2011.

Fonte: ComunicaUPE  e CEBRAPAZ/PR






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