24 de junho de 2011

Confira a entrevista exclusiva com novo presidente da UPE Rafael Bogoni !

Neste 43º CONUPE, o estudante Rafael Bogoni, foi eleito por diversos delegados o novo presidente da UPE. Vindo de Cascavel PR, Bogoni cedeu uma entrevista exclusiva à Diretoria de Comunicação da UPE. Rafael Bogoni, foi diretor da  Associação Cascalevense dos Estudantes Secundaristas (ACES), bem como realizou atividades da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES), hoje estudante de Administração da Faculdade Camões de Curitiba PR e História na UFPR.




Como você decidiu entrar no Movimento Estudantil e porque?
Foi percebendo a necessidade de mudar as coisas e vendo que poderia fazer algo pra contribuir. Começou com a ACES (Associação Cascavelense dos Estudantes Secundaristas), lutando para formar os grêmios das escolas de Cascavel, inclusive disputando as eleições do grêmio da minha escola, Wilson Joffre. Fizemos uma gestão de muita luta, tanto no grêmio, quanto na ACES. Era 2008 e conquistamos a lei do passe-livre estudantil na cidade, apesar de este não ter sido concedido, uma luta que ainda permanece na cidade. No movimento universitário comecei logo que entrei na Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), no curso de História, em 2009. No fim do ano passado ganhamos o DCE que a anos estava fora da rede do movimento estudantil, com a chapa "Tarja Preta, tirando o DCE da depressão". E fui convidado a ajudar no time da UPE no começo deste ano, militando na reta final da gestão anterior, com o Paulo como presidente.


Como é para você com apenas 21 anos de idade assumir a maior entidade de representação estudantil do Paraná? 
É uma experiência importante e única. Tenho orgulho de militar nessa entidade, que é a mais antiga UEE do Brasil e tem muita importância política para o Paraná. Estou animado e esperançoso, pois o time todo que vai compor esta gestão da UPE, é uma galera com vontade de fazer e muitas idéias. O que gera o otimismo de uma boa gestão.


Quem te inspira na vida política? e na vida pessoal?
Tenho grandes companheiros na militância, que ajudam na vida política e por vezes também na vida pessoal. Pessoas em que me inspiro pra continuar no movimento estudantil, pessoas estas que fazem parte do meu dia-a-dia e fazem grande diferença na minha caminhada.

Sua família te apóia?
Como na maioria dos casos que conheço, no começo da minha militância, no movimento estudantil secundarista, minha família não apoiava nem um pouco...rs. Mas agora é menos complicado, ainda não concordam totalmente com algumas coisas, como o tempo que dedico para as atividades da militância, mas me apóiam nas minhas decisões, o que também é muito importante pra continuar seguindo na luta.


Bom quais são suas expectativas para os próximos anos na entidade, e as quais as lutas para essa nova gestão da UPE? Já ficou definido alguma bandeira estadual de luta?
 Estamos com várias idéias e projetos. Como os relacionados a cultura, projetos de teatro, cinema, artes, etc. Alguns já estão até mesmo em andamento, queremos implementar um CUCA por aqui. Mas um dos principais motes desta gestão, cremos que deva ser realmente "UPE na rua". Uma gestão de muita luta, a começar pela luta contra a lista tríplice, uma lei antidemocrática na qual o governador tem direito a escolher dentre os três melhores colocados nas eleições, quem deve assumir a reitoria; resquício da ditadura, que caiu recentemente a nível nacional, mais ainda permanece no estado. Um desrespeito com a comunidade acadêmica e que  fere a autonomia universitária garantida pela Constituição Brasileira. Além de fazer muitos debates e movimentações sobre Assistência Estudantil e Políticas Públicas para a Juventude (PPJ), tendo inclusive grande participação na etapa estadual da 2ª Conferência de Juventude.
 
A UNE tem desde o início do ano veem apontando as intensas lutas dos estudantes brasileiros em relação às emendas que a UNE apresentou ao PNE (Plano Nacional de Educação), como será o posicionamento dos estudantes paranaenses em relação à essas lutas nacionais?
Este é um momento de muita união e luta em conjunto com as demais entidades estudantis. O PNE está prestes a ser aprovado no Congresso, temos que pressionar para que o projeto avance ainda mais, garantindo a aprovação das 59 emendas da UNE, principalmente no tocante a investimento maciço em educação, 10% do PIB e 50% do Pré-sal. Aqui já fizemos reuniões com nos fins de semana com estudantes de várias universidades e faculdades, no Casarão da UPE. E vamos seguir com reuniões, seminários e atividades com as entidades do estado e fortalecimento das bandeiras no meio político.
Este ano acontece a 2ª Conferência Nacional de Juventude, bem como a suas estapas estaduais e municipais. A UPE participará dos processos municipais e estadual?
Sim, inclusive já estamos participando de reuniões, em conjunto com os demais movimentos sociais, para garantir que o governo estadual puxe a etapa paranaense da Conferência. Se movimentando e pressionando, queremos garantir um debate sobre PPJ's e Educação que paute a realidade dos jovens paranaenses e fortaleça a importância dessa parcela da sociedade, que ainda hoje é vista com muito preconceito. Queremos muita participação da juventude neste que é um importante fórum de discussão pra nós.
7) O movimento estudantil no Paraná sempre foi muito combativo, como se encontra a mobilização das entidades estudantis em todo o estado?
Temos grandiosas lutas ocorrendo em todo o estado. Como na UEM, que no fim do ano passado conquistou a construção da Casa de Estudante da Universidade. E agora os estudantes lutam pela implementação desta Casa. Na rede da Unioeste, onde houve ocupação da reitoria, algumas semanas atrás, com os estudantes pedindo por R.U. em todos os campi. Na rede da UENP, manifestações pela queda das taxas e possibilidades de avançar ainda mais na construção desta que é uma universidade estadual recém-surgida, etc. Enfim, as movimentações são muitas e importantes. E queremos muita luta da UPE em conjunto com essas entidades, para fortalecer a rede do movimento estudantil.
Serão dois anos de muitas batalhas, muitas lutas e esperamos muitas conquistas para a Educação Paranaense, o você espera deste novo ciclo para a UPE?
Espero uma gestão realmente combativa, de muita diálogo e luta nas ruas também. Uma gestão de unidade com DCE's e CA's e demais movimentos. E de muito diálogo interno da gestão. Um dos nossos grandes desafios é fazer a UPE e suas atividades serem conhecidas em todas as universidade e faculdades do estado, onde o estudante possa se sentir ainda mais representado pela entidade. Tenho fé que esta será uma ótima gestão, realmente combativa.

O que é o movimento estudantil para você?
Historicamente o movimento estudantil ajudou, e continua ajudando, a mudar os rumos do Brasil e do mundo. Hoje podemos falar de grandes conquistas puxadas pelo ME. Como o Fora Collor, a campanha do Petróleo é Nosso, a meia-entrada estudantil, a queda da DRU da educação, etc. Além de bandeiras próprias do Paraná, como a luta contra a privatização da Copel, estatal de energia do Paraná que na época era, e continua sendo, a empresa de energia que mais lucra no Brasil. A luta dos Caça-fantasmas, contra a corrupção na Assembléia Legislativa do Paraná (ALEP). Sem falar das conquistas diárias. 
Isso, pra mim, comprova a força do movimento estudantil e das entidades estudantis, que estão sempre lutando por uma educação ampla, de qualidade e pelo povo brasileiro.
Pra mim o movimento estudantil é uma paixão, uma necessidade para o avanço rumo a uma sociedade diferente.



Já estamos nos preparando para o 52º CONUNE, reunindo os delegados para debater e animando para este que é o maior encontro da juventude brasileira. A UNE é uma entidade importante e que a 73 anos luta pelos estudantes brasileiros. Esse é um momento de fundamental importância para os estudantes, pois o PNE está prestes a ser aprovado no Congresso e devemos discuti-lo a fundo e fazer aprovar as 59 emendas da UNE ao PNE. Rumo a um grandioso e importante congresso! Viva a juventude brasileira!




DA REDAÇÃO
ComunicaçãoUPE

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