12 de agosto de 2010

Dia do Estudante: o que temos a comemorar?

No dia 11 de Agosto se comemora o dia do estudante e a pergunta é: o que temos a comemorar neste dia?

Na década de 90 se pregou a universalização do ensino infantil e isso realmente aconteceu, mas a um preço muito alto. No nível superior, por exemplo, não houve tal progresso já que cerca de 46% dos jovens não terminam o ensino médio e, pior ainda, não existe a obrigatoriedade sequer de que se inicie este nível. Os que conseguem concluí-lo, encontram uma situação ainda pior nas Universidades, considerando que o total de vagas ainda é insuficiente e a dificuldade de acesso e permanência.

Mas nem tudo está perdido. Nos últimos anos tivemos grandes conquistas na educação, como o Ensino fundamental de nove anos, PROUNI, REUNI e o fortalecimento do Ensino público, ainda com muita defasagem. E para debater o problema, neste ano aconteceu a Conferencia Nacional de Educação (CONAE), que no seu determinante teve como desafio discutir um sistema nacional e articulado de Educação que ainda é precário no Brasil e que dificulta o avanço da educação pública brasileira. Temos também que comemorar a expansão das Universidades federais e a sua interiorização e o aumento do acesso através de Programas como o PROUNI.

Todos esses avanços ainda não nos bastam, pois precisamos reconhecer a obrigatoriedade do ensino médio e melhorar consideravelmente o acesso e permanência nas universidade. O Estado brasileiro precisa agir para recuperar a escola pública e romper com seu atraso histórico que por muito tempo favoreceu apenas uma elite pensante e deixou o resto do povo com uma média muito baixa de escolaridade.

Precisamos, portanto, desenvolver o mais rápido possível a educação brasileira, mudando a sua lógica voltada apenas ao mercado de trabalho para que forme bons profissionais, comprometidos com o futuro de um Brasil próspero e soberano, que tenha melhor distribuição de renda e uma educação pública forte que privilegie os filhos dos trabalhadores e as classes menos favorecidas da sociedade.

Texto de Adriano Matos "Mu", vice-presidente da UNE-PR.

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