2 de fevereiro de 2010

Segundo maior colégio do Paraná recebe nome de ex-membro da UPE

O Colégio Estadual Antônio dos Três Reis de oliveira, foi inaugurado em Apucarana, na região norte do estado, nesta quinta-feira (28). Além de ser a segunda maior escola do Paraná, é uma das mais modernas do estado, com capacidade para 2 mil alunos em período integral. O colégio fica no bairro Djalma Mendes de Oliveira, comunidade carente de Apucarana, e foi entregue no 66.º aniversário do município.


Quem foi Antônio dos Três Reis Oliveira?
Antônio dos Três Reis Oliveira que foi membro membro da União Paranaense de Estudantes, nasceu em 19 de novembro de 1946, em Tiros (MG), filho de Ageu de Oliveira e Gláucia Maria Abadia de Oliveira. Morando em Apucarana, começou a lutar contra a ditadura militar e foi dado por desaparecido na cidade paulista de Taubaté em 1970, quando tinha 26 anos de idade. Em 1991, o nome de Antônio foi encontrado nos arquivos do DOPS no Paraná, identificado como “falecido”. Três Reis fez o curso ginasial no Colégio Nilo Cairo e estudou Ciências Econômicas na Feccea, em Apucarana.
Ele foi indiciado no Processo 15/1968 por sua participação no 30.º Congresso da União Nacional de Estudantes (UNE), bem como no inquérito policial n° 9/1972. Foi excluído de ambos em decorrência de sua morte. Segundo denúncia de presos políticos de São Paulo, em documento datado de março de 1976, Três Reis foi metralhado, juntamente com Alceri Maria Gomes da Silva, em 10 de maio de 1970, em sua casa, em Tatuapé (SP), por agentes da Operação Bandeirantes (Oban).
Dias depois, em 21 de maio, foi enterrado, como indigente, no Cemitério de Vila Formosa, em São Paulo. Noutro relatório, do Ministério da Aeronáutica, consta que Três Reis “faleceu em 17 de maio de 1970, em Taubaté, quando uma equipe de segurança procurava averiguar a existência de um provável aparelho, o que resultou na sua morte”.
“Esta homenagem é mais que justa. Três Reis foi um jovem que sonhou e lutou pela liberdade, por um mundo mais igualitário. Ele começou sua trajetória na luta contra a ditadura aqui em Apucarana. Tive a honra de estar ao seu lado durante anos e quando fomos presos políticos em 1970”, falou o presidente do Grupo Tortura Nunca Mais, Narciso Pires de Oliveira.

Fonte: Agência Estadual de Notícias

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