30 de março de 2015

ESTUDANTES DIZEM NÃO À REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL!

Tema foi discutido em audiência pública na Câmara dos Deputados

Cerca de cem estudantes estiveram presentes na Audiência Pública sobre a PEC 171/93, que pede a redução da maioridade penal, na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados ocorrida na última terça-feira (24/03).

Presente no protesto, a presidenta da UNE, Virgínia Barros, afirmou que a redução da maioridade não resolve o problema da violência. "Essa medida apenas tira a oportunidade de direcionar nossa juventude para um futuro mais digno. São necessárias ações preventivas que se voltem para a criação de mais oportunidades para a juventude. Lugar de adolescente é na escola, não na cadeia", enfatizou.

Toda a audiência foi repleta de palavras de ordem, gritaria e reclamações dos deputados conservadores com as manifestações dos estudantes. A sessão acabou sendo interrompida após um bate-boca entre os parlamentares Alessandro Molon (PT-RJ) e Laercio Bessa (PR-DF). Em um tumulto na saída do plenário, Bessa, delegado de polícia, agindo com um xerife da Câmara, chegou a dar voz de prisão ao ativista Pablo Capilé, do Coletivo Fora do Eixo, que se manifestava contra a posição do parlamentar, a favor da PEC. “A pátria educadora não pode se transformar na pátria encarceradora. A incapacidade da justiça de entender o que acontece no país leva à prisão em massa e extermínio da juventude negra”, declarou Capilé. “A mobilização dos estudantes é fundamental, como tem sido para outras conquistas expressivas pra radicalização da democracia no Brasil”, disse.

A REDUÇÃO NÃO É A SOLUÇÃO


Os dados indicam que a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos não ajuda em nada a sociedade, não irá reduzir a violência e a impunidade. Apenas 1% dos homicídios dolosos, 1,5% do total de roubos e 2,6% dos latrocínios são causados por menores de idade.

“Ao contrário do que buscamos, a aprovação da PEC aumenta a violência e nós somos categoricamente contra”, disse a presidenta da UBES, Bárbara Melo, também presente na ocasião. Essa visão é compartilhada pelo professor da PUC-SP e advogado constitucionalista, André Ramos Tavares, convidado a falar na audiência. “A PEC abre uma porta de ruptura dos direitos fundamentais. Os jovens acabam sendo retirados da tutela especial e acabam sendo jogado em situações sistêmicas de perseguição em relação ao seu status social. Desta forma, o estado vai na contramão do sua função social”, avalia o jurista.

O deputado federal Rubens Junior (PCdoB-MA) defendeu a garantia dos direitos da juventude e a presença dos estudantes na plenária, contestada por parlamentares conservadores. “Os jovens e adolescentes tem um direito irrevogável garantido pela Constituição. Esse debate não pode ser vencido no grito ou na marra. A maioria pode muito, mas não pode tudo. Por isso temos que democratizar o acesso à essa Casa”, salientou Junior. Da mesma forma, o deputado Paulo Teixeira (PT/SP), afirmou que “a votação dessa PEC é uma tragédia anunciada, fere a Constituição brasileira”.

A UNE e UBES junto a outros movimentos sociais pretendem permanecer em manifestação contra a possível aprovação da PEC. Nesta quarta-feira (25/3), a CCJC votará a constitucionalidade da Proposta.

Da Redação da UNE com UBES

27 de março de 2015

CAÇA AO GOVERNADOR! ESTUDANTES PROTESTAM PELA CONCLUSÃO DAS OBRAS INACABADAS NAS UNIVERSIDADES


Estudantes e educadores protestaram contra o descaso do governador Beto Richa (PSDB) para com a educação pública do nosso estado na noite desta quinta (26). Ao serem informados da presença do governador na cidade - convidado pelo Bispo para a comemoração dos 50 anos da Diocese de Apucarana - o DCE da UNESPAR/Apucarana e a APP Sindicato mobilizaram estudantes, professoras e professores para a recepção com faixas e cartazes. O protesto teve início às 19h.

No entanto, como de costume, ao saber da manifestação, o governador abreviou sua passagem pela cidade, indo para Maringá à tarde tomar um voo e deixou um assessor em seu lugar. Mas nem isso foi capaz de parar os manifestantes, que se organizaram na praça Rui Brabosa cobrando maiores investimentos do governador em Assistência Estudantil, o pagamento integral das verbas de manutenção e custeio da universidade, o término das obras no câmpus de Apucarana e nos demais campi da UNESPAR, além da nomeação imediata de docentes para a reposição do quadro de professores da universidade.




ESTUDANTE VAZIO NÃO PARA EM PÉ! ESTUDANTES DA UNIOESTE COBRAM CONCLUSÃO DAS OBRAS DO RU

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Na manhã desta quinta-feira (26), os Centros Acadêmicos, Atléticas e o DCE da UNIOESTE-Cascavel ocuparam a reitoria da Universidade. A paciência dos estudantes se esgotou após seguidas promessas vazias por parte do governo do estado em relação à conclusão das obras do Restaurante Universitário, que inicialmente, deveriam ter sido concluídas em junho/2014, como pode ser visto aqui.

No entanto, as obras atrasaram diversas vezes devido à falta de pagamento. Novos prazos foram dados aos estudantes: julho, agosto, setembro... Até que ao final do ano letivo de 2014 os estudantes entraram de férias com a promessa de que no início das aulas o restaurante já estaria em funcionamento. Nada feito. 2015 chegou e as obras ainda estavam paralisadas. O governo do estado não efetuava o pagamento das obras há mais de 5 meses. 

Para o presidente do DCE da UNIOESTE-Cascavel, Victor Rozatti, a ocupação da reitoria se mostra importante para cobrar do governo e da reitoria celeridade na conclusão das obras. "Estamos organizados, estamos cobrando e não iremos tolerar nenhum tipo de atraso por parte do governo do estado no pagamento das obras. E também, cobrando da reitoria que eles continuem fazendo seu trabalho, pressionando o governo do estado para que eles não atrasem os pagamentos e que todas as obras sejam concluídas para funcionamento do RU ainda no segundo semestre deste ano", finalizou.

Após semanas de mobilização, cerca de 500 estudantes ocuparam a reitoria da instituição. O reitor Paulo Sergio Wolff recebeu uma comissão composta por membros do DCE, dos Centros Acadêmicos e Atléticas que cobrou da instituição uma cobrança maior sobre o governo do estado, além de negociar novos prazos para a conclusão das obras. Após a reunião, a reitoria e a direção de campus anunciaram que quitaram o atraso, e as obras retornarão na segunda-feira (30).

Para a acadêmica de fisioterapia, Núbia Caroline, o SiSU (Sistema de Seleção Unificada) e o PNAEST são programas recentes na conjuntura da universidade e que são extremamente necessários para a ampliação da assistência estudantil nas universidades estaduais. "A nossa primeira vitória em políticas de Assistência Estudantil com a implantação do SISU na UNIOESTE é a destinação da verba do PNAEST para a manutenção do Restaurante Universitário", afirmou.

O reitor se comprometeu em cobrar o pagamento das obras por parte do governo do estado e o novo prazo para o término das obras é de 120 dias. Os estudantes ficarão de olho.

Confira algumas imagens da ocupação na Reitoria da UNIOESTE:





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